Segundo capitulo
A GUERRA DA TOCHA
Terminada a guerra, os soldados da 1ª D.I.E. ansiavam para conhecerem as cidades italianas, e surgiu a prática denominada “tocha”, que consistia na ausência do expedicionário por alguns dias, da sua Companhia, prática esta, tolerada por seus superiores.
A “tocha” era uma aventura que somente foi empreendida por uma minoria de graduados, e os mais ousados.
O tocheiro comprava o que podia na cantina americana, colocava no bornal e ia para a estrada pedir carona com o dedo às viaturas militares americanas, inglesas e até brasileiras, e assim conseguia conhecer várias cidades da Itália.
Havia também as licenças oficiais, beneficiando os expedicionários.
Ele também fez suas “tochas”. Comprava na cantina tudo o que podia: cigarros, um pacote por semana e recebia um março por dia (porém não fumava), chocolates, peças pequenas de vestuário e até camisinhas. Colocava na bolsa e saia pela Itália.
Assim conheceu: Pisa, Veneza, Pistoia, Gênova, Milão, Roma, Monte Carlo e Nice, e até a pequena Lucca.
Munido de “scatoletta” e “cigarretes”, “per cambiare per altri robi”, que as italianas tanto desejavam, partia para “a guerra do amor”.
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