sexta-feira, 25 de março de 2011

HISTORIA DA VIDA DE JOSE GOMES DOS SANTOS

A GUERRA DO AMOR

Chegando nas cidades, era invariavelmente abordado por homens com retrato de mulheres e vinha a pergunta: “Vollere fik fik, belle ragazza, 500 Lyras. Aceitei o convite e acompanhei o homem até uma casa, onde encontrei um casal de meia idade e uma jovem. O cafetão apontou para a jovem e disse que o casal era os pais dela. Fiquei petrificado, mas segui adiante. Conversei sobre as dificuldades da guerra e fui para o quarto com a jovem. Lá ela só tirou a calcinha, dizendo que tinha medo da “policía”. Também me pediu para dar as 500 Lyras, porém dizer ao pai que só havia dado 300.

Terminada a função, saí, disse ao pai o que ela pediu e fui embora.

Mas havia outras mulheres que ele conheceu, que eram como as de hoje: tiravam a roupa.

As romanas que ele conheceu, eram um caso a parte... Cobravam de seis a oito vezes mais que as outras, mas faziam questão de não parecerem prostitutas. Queriam ir para uma danceteria, dançar, comer e depois dormir com o cliente no seu colchão de plumas, se mostrando muito carinhosas.

Ele conheceu também pessoas e até casais, onde se havia o interesse sexual, era discreto – como diz Ney Matogrosso: “por baixo do pano”.

Esse pessoal o convidava para almoçar, ou jantar o macarrão feito em casa e é claro, esperavam presentes.

Foi assim que conheceu em Lucca, Del Papa Linda.

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